MAS QUEM DISSE QUE A ROTINA LIVRA O FIM DE SEMANA?
BLOG DE UMA VIDA SOCIAL, DIGAMOS, NÃO MUITO AGITADA...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Untitled


Às vezes, ainda que inconscientemente você pensa que é imbatível ou invencível. Você acha que certas coisas nunca vão acontecer com você. É aí que você se engana e vê que não passa de um ser humano pequeno e vulnerável. Coisas que acontecem, sejam elas grandes ou pequenas te derrubam e de uma forma que você nunca pensaria como. Só passando pra saber. É quando você teme que aconteça de novo uma vez que as reações nunca são previstas ou conhecidas; quando você sabe que não pode controlar a vontade das circunstâncias ou dos fatos. Você é tão pequeno e não se dava conta disso até acontecer. E no final das contas você nem sabe a quem culpar, porque na verdade a responsabilidade está distribuída a tantos réus sem rosto, que finalmente não há a quem pedir ajuda. É torcer pra passar logo e rezar pra que não aconteça mais. A aplicabilidade do imprevisível é universal. Mas, “eu desejo que você tenha a quem amar, e quando estiver bem cansado ainda exista amor pra recomeçar”.
Feliz Ano Novo a todos.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Retrospectiva! Blahhh!

Algumas coisas legais que rolaram mundo afora no ano de 2008:
1. Paolo Maldini adiou por mais uma temporada sua aposentadoria. Como grande fã que sou, dei pulos de alegria quando "O Eterno" anunciou que ainda disputaria mais uma temporada pelo Milan. Não perco sequer um jogo do rossonero italiano, ainda mais agora, os últimos da carreira do incrível jogador (sem falar que ele é uma coisa de lindo!).
2. Falando em Milan, a volta de Shevchenko ao clube e a contratação temporária de David Beckham compensaram a notícia da contratação de (eca!) Ronaldinho Gaúcho que diga-se de passagem não está jogando p.... nehuma, como sempre.
3. O (até que enfim) lançamento do cd do Guns N' Roses. Depois de já nem sei quantos anos de promessa, o aguardado Chinese Democracy chega aos ouvidos dos fãs. A Folha de São paulo definiu o album como "megalomaníaco"; eu discordo do adjetivo, mas confesso, depois de ouvir duas vezes, que ainda estou tentando "entender" as músicas novas.
4. A vinda do Interpol ao Brasil. Tá! Não foi tão legal assim: morando nesse buraco civilizado (leia-se cidade) e sem dinheiro pra ir "bater" em São Paulo, ainda estou digerindo o fato de não ter visto nem ouvido Paul Banks ao vivo.
5. Depois de não ter prestado atenção em nenhuma aula (a voz dela é tão insuportável, que era mais produtivo ler um livro na sala enquanto ela falava), de ter discutido com a megera, digo, professora, de não saber de NADA da matéria a 3 dias da prova, de ter usado toda a minha capacidade auto-didata (ela sempre me ajuda) e de meter a cara a aprender todo o conteúdo sozinha, eu consegui tirar 8,0 na prova (tá! Não é notão, mas é mais que a média).



...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Let's take some music!

Nas "andanças" do meu gosto musical, vez ou outra aparecem coisas que valem a pena comentar.






A primeira é a banda britânica The Kooks. Já conheço há mais de uma ano (pouco mais que a existência da banda), mas só agora prestei atenção no som dos garotos. Os arranjos são simples, mas têm uma sonoridade bem poderosa. A voz de Luke Pritchard é bem solta e despojada, sem técnica ou erudição evidente, mas bastante afinada e muito eficiente ao vivo, assim como o som da banda, que segue a mesma característica. Rock N' Roll simples, puro e básico. A bateria da banda lembra muito as bandas dos anos 70.





Outra banda que me chamou atenção e já existe há um bom tempo foi a dupla de Electropop Vive La Fête. Uma dupla belga que toca ao vivo com músicos de verdade no palco ao invés de usar computadores. Descobri esse dias, assistindo a um programa na TV Cultura. Ecos e vozinha suave a la Goldfrapp, teclados, batidas e... guitarra pós-punk + pop + anos 80. Vi e corri para o PC pesquisar e consegui ouvir um monte de música boa que dá vontade de sair por aí dançando, coisa que eu nem sei fazer, ou pelo menos balançar os pezinhos ou a cabeça, ainda que descompassadamente. Já virou minha mais nova mania. Nunca fui muito fã de eletrônico, mas quando o tempero principal é o rock, eu saboreio à vontade e aos montes (leia-se, ou escute-se, The Kills e Hard-Fi). O efeito ecoante no som da guitarra de Danny Mommens presente em algumas canções e a voz doce da vocalista Els Pynoo cantando em francês conferem um charme a mais ao som do duo, mas também há músicas cantadas em inglês.









Tem também a cantora galesa Duffy. A primeira vez que ouvi Mercy o que mais me chamou atenção foi a voz da moça: vocais meio setentão, meio dance, meio soul e afinação ímpar. Ainda há pouca informação sobre ela em português, mas vale a pena conferir o som.








Pra não perder a viagem, tem o canadense Michael Bublé (pronuncia-se Bubê e não Bublê como o Faustão disse no programa). Criou-se muito oba-oba tupiniquim encima dele depois da vinda ao país; principalmente depois do programa do "Ô lôco meu". Mas a voz que cantava "You´ll never find another love like mine... Someone who needs you like I do" há uns anos atrás no tempo da novela Celebridade da Globo, sempre esteve presente na minha pasta de música no computador ou no meu aparelho de som, whatever. Teve ainda "Home" na novela América, também da Globo, mas quem conhece as canções do rapaz sabe que ele é mais, muito mais que hits de novelas. E não! Não há palavras que descrevam ou que sejam suficientes para descrever a voz linda e única de Michael Bublé, ou mesmo a qualidade de suas canções. É um daqueles cantores que aparecem de vez em nunca; porque cantores há muitos, mas poucos com um timbre de voz tão belo e que cantam com sentimento cada canção ou que sabem reproduzir perfeitamente as emoções de seus discos em shows ao vivo, sentindo cada frase cantada. Os toques de jazz deixam tudo ainda mais charmoso.

domingo, 30 de novembro de 2008

Procurando propósitos...

Na vida, tudo tem que ter um propósito, uma razão de ser. Do contrário nada terá sentido. Não que se tenha que planejar cada respiração, tecer um argumento composto de uma boa retórica sempre que fizer algo, ou mesmo maquinar os movimentos de cada passo, mas é preciso sentir verdadeiramente que o que se vive ou o que se faz não é pelo simples fato de fazer, tornando-se uma coisa vazia. Mesmo as obrigações têm de ganhar sentido, senão não há porque fazê-las.

Tudo precisa ter propósito: o amor, a vida, a música, a arte, a roupa que se veste, um relacionamento, um filme, uma história, um beijo, o ódio, a alegria, a risada, o choro... e por aí vai...

Quando tudo se torna vazio e sem sentido é ponto de se perguntar por que se está vivendo. E não! A solução não é a morte, mas a busca eterna pela essência das coisas.

A essência das coisas, esse mistério que pede pra ser desvendado, mas que não que se revelar. Só é preciso um pouco de sensibilidade e percepção.



d- -b Listening Bush (the band, of course!)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Ela é patética!

Ontém eu pedi a Deus que acalmasse meu coração porque não tinha ninguém no mundo sentindo mais ódio que o eu estava sentindo na noite passada. Simplesmente não dá pra discutir com quem sabe de tudo e que ainda julga saber o pensamento dos outros. Sim, "porque todo mundo entendeu menos você". Eu simplesmente não havia tirado a razão dela mas ela não me deu a razão que eu também possuía. No fim das contas ela que não entendeu e ainda fez pouco caso da minha razão. Eu por outro lado tenho muito a aprender, Graças ao meu bom Cristo; o que seria da vida sem a aterna motivação pela busca do conhecimento? Ainda a mesma história, mas agora meu ódio personificou-se: tem nome, sobrenome, rosto e roupas muito feias.
Sem tempo pra explicações, vou é estudar porque a prova dela é na Quarta-Feira e eu não sei nem 2% da matéria...

sábado, 22 de novembro de 2008

Pessoas... e pessoas...




Há pessoas e pessoas. Na maioria das vezes não gosto muito delas, mas meu projeto de vida inclui trabalhar por elas. ???. Como assim Bial? Como eu disse, há pessoas e pessoas. Tem gente que não tem nada na vida; me refiro às coisas básicas a que todos os seres humanos têm direito: comida, teto, educação, saúde, cultura, etc e tal. Por outro lado tem gente que tem todas essas coisas e age como otário. É pelo primeiro tipo de pessoas que quero trabalhar: pessoas que por não serem consumidores em potencial não tem valor nenhum na sociedade capitalista (sem clichês). Em relação ao segundo tipo eu quero distância. Gente sem potencial. Gente lerda. Gente alienada. Gente que quer te ver pelas costas pelo simples fato de você existir e ser do jeito que é. Não é querendo bancar a metida não, mas eu sou mais eu. E sim, eu ainda tenho esperança nas pessoas, por isso ainda perco tempo reclamando. Os valores e a sensibilidade perderam-se ou nunca de fato existiram?


Jesus disse; "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei." Eu juro que tento. Deus sabe e eu também que eu poderia tentar mais. Mas como é difícil (quem disse que seria fácil?) quando tudo que vejo são pessoas que se dizem letradas e pretendem uma sabedoria universal, que aliás, só a Deus pertence. Já dizia Sócrates: "Só sei que nada sei". E eu até sei de muita coisa, mas há tão mais a saber que na verdade concluo que não sei de nada mesmo... Mas eu sei disso, e portanto parece que sei mais que aqueles que julgam saber tudo. Esse tipo de gente acha que me conhece, acha que sou uma do-contra vazia e estúpida. Eu tenho propósitos maiores na vida e não acho (tenho certeza) que eu tenha alguma obrigação de provar algo à essas pessoas, exceto claro àquelas que merecem (pouquíssimas).


É difícil amar as pessoas como se não houvesse amanhã. É difícil amar professores que te fazem de otária enquanto fingem ensinar algo que pretende ser útil na dua vida quando na verdade não é. É difícil amar vizinhos cuja única função na vida parece ser invadir sua vida particular e sua própria casa. É díficil amar colegas de faculdade que tomam como implicância tudo que você fala. É díficil amar gente mal-educada e egoísta que só parece ter olhos para o próprio umbigo e você que se lasque.


Isso tudo soa muito arrogante, pode parecer que desprezo as pessoas ou que sou uma metida sabichona, mas quem realmente me conhece, e não quem pensa que me conhece sem saber quem sou, sabe que eu tenho um coração de ouro e grande em afeto, compreensão e perdão. Detesto ter que me justificar e ficar me auto-afirmando sobre o que sou ou que não sou, mas é a única maneira que encontro pra seguir vivendo nesse mundo lotado de gente estúpida. Antes de achar coisas pense que a defensiva é a única solução pra quem vive sendo "atacada". Eu não costumo provocar ninguém, portanto não admito que me provoquem. Estou olhando pra você, otário, e na minha cara há uma frase escrita:
- Mostre-me o que você sabe fazer!

¬¬



d- -b Listening RADIOHEAD

domingo, 2 de novembro de 2008

Cala a boca Galvão, porque o Hamilton é campeão!!!


Quase perco os cabelos vendo a corrida, mas não foi por causa da emoção (e olhe que tiveram muitas), mas pela quantidade de asneiras que Galvão Bueno falava. É irritante. E o pior é que tem gente que acredita e sai repetindo. Só pra citar algumas: é incontável o número de vezes que ele afirmou que Felipe Massa é sem dúvida o novo ídolo do esporte brasileiro. Primeiro, que de ídolos fabricados eu já estou cheia, ainda mais quando vêm da Globo. Segundo, que se ele fosse realmente um ídolo o Galvão não precisaria tentar convencer ninguém repetindo isso a cada 10 segundos. Falou ainda que Massa era o primeiro piloto da equipe, sendo que nem mesmo a Ferrari diz isso. Dã! Galvão ainda teve a audácia de dizer que a corrida em que Massa perdeu por causa do painel eletrônico do carro foi determinante para que ele não estivesse em primeiro no campeonato. Isso é verdade desde que se tenha uma versão distorcida dos fatos. Alguém lembra quantos pontos Massa ganhou de graça com as cagadas de Hamilton, e essas por sua vez, em duas corridas tiraram Raikonnen do caminho fazendo-o perder pontos preciosos no campeonato? Se ele não tivesse contado com essa sorte de Urubu que ele tem, que posição ele teria no fim do campeonato?

Mas enfim, baboseiras Galvanianas a parte, Hamilton é campeão, minha torcida deu certo e o choro de Massa foi impagável (me deu uma crise de riso).
Igualmente ridícula a torcida brasileira ao hostilizar Glock insinuando que a McLaren teria comprado a Toyota para que o piloto cedesse sua posição. Pô, se não sabe perder fica calado!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

10 razões do porquê de eu não gostar do Felipe Massa!



É fim de temporada e o GP do Brasil será decisivo. Não faço macumba, mas se minha torcida servir de alguma coisa, Felipe Massa não ganha nem colo pra chorar depois da corrida.


Mas a questão é: Mas por que raios eu não gosto desse cara?


Em primeiro lugar: porque não sou obrigada a gostar!


Segundo; porque depois de Senna, nenhum piloto nascido em terras tupiniquins me impressionou. E nem deveria. Eu até simpatizo com o Piquet Jr. e acho que ele sim será o próximo grande piloto brasileiro.


Terceiro; segundo a "mera" opinião de quem, ou seja: EU, gosta de F1 desde os 8 anos, viu Senna correr (inclusive sua última corrida, infelizmente), acompanha TODOS os GP's desde os 14 anos (ok, eu não vejo os GP's da madruga, mas isso não é agravante), acompanha sites e programas especializados e foi agraciada por uma dose bem generosa de inteligência, Graças a Deus, Felipe Massa é um piloto deveras rápido, porém desprovido de técnica (ele não é o melhor de dois mundos). Gosto de fazer uma analogia com o time do São Paulo de 2006 que perdeu a Libertadores para o Internacional. Explicando: o São Paulo tinha um time veloz (leia-se muita força bruta) mas tecnicamente muito fraco; já o Inter possuía um time constituído de jogadores bastante técnicos e talentosos e possuía um esquema tático muito bem armado. Resultado: O Inter ganhou! A técnica e o talento ganhou da força bruta. Só pra reforçar: de que adianta um diamante sem lapidação?


Quarto; segundo o enunciado do tópico anterior dá pra perceber que minha opinião vale tanto ou mais de que a de qualquer marmanjo que senta a bunda no sofá todo domingo pra olhar carros rápidos dando voltas em autódromos mundo afora.


Quinto; eu não sou fã do Hamilton (ainda mais depois de ele ter atropelado o Raikonnen), ele também é um piloto muito rápido mas tem muito o que aprender. A diferença entre ele e Massa é que o primeiro tem potencial. O piloto inglês é um caso clássico: stupid boy in a fancy car. Como eu torço contra Massa, então a minha torcida no domingo vai para o garoto britânico.


Sexto; eu simplesmete não acho (tenho certeza) que o fato de Felipe Massa ser brasileiro seja um motivo sufuciente para que ele mereça minha torcida. Rapidez (quantidade) não é qualidade. Ou seja, não é porque ele está em segundo no campeonato que ele deve ser considerado um bom piloto. Rubinho Barrichello também foi pintado como esperança brasileira na época da morte de Senna quando na verdade ele era um piloto de octagésima categoria. Nos tempos de Ferrari ele tinha um carro competitivo e conseguiu ganhar algumas coisas, mas não que ele fosse um bom piloto porque nunca foi. Massa está na Ferrari, que por sua vez ainda possui carros (muito) competitivos... preciso ligar os pontos?


Sétimo; a F1 tem 20 pilotos, alguns muito bons, outros nem tanto, o fato é que cada um tem um estilo e meu conceito de melhor piloto não se encaixa no estilo Massa de ser. Eu posso achar isso, com o endosso de quem entende do assunto sobre o qual está falando. Eu não estou me achando, só que eu sinto uma necessidade estúpida de afirmar isso o tempo todo pois vivemos num mundo machista onde opinião de mulher sobre esportes vale menos que a moeda do Tadjiquistão.


Oitavo; ele é muito feio! Isso não é um motivo determinante, aliás não conta em nada, não é um critério, mas eu não deixo NADA passar em branco. Atente-se ainda para o fato de ele ter uma voz e uma fala (problemaf fonoaudiológof) muito esquisitas e ainda por cima não sabe pentear o cabelo. Minha irmã disse, e eu concordo, que ele se parece com o gato Batatinha do desenho Manda - Chuva. É só olhar a foto abaixo:




Nono; ao contrário da maioria da macharada que se diz entendida de F1, eu não saio por aí repetindo o que a Rede Globo, e mais precisamente o Galvão Bueno, falam. Eu tenho opinião própria e ela vale muito (de novo?). Já reparou que para o Galvão tudo se resumo a quantidade de gasolina?


Décimo; o cara se acha. E nem faz questão de esconder. Se acha O piloto. A Globo fala e ele acredita. Ou seria o contrário? Quem já viu ou leu entrevistas com ele deve ter uma idéia do que eu estou falando.


Ninguém é obrigado a concordar comigo (Mentira! Se dependesse de mim ninguém torceria pra ele, mas já dizia Kierkgaard que a unanimidade é burra e a massificação do pensamento pela televisão é um fato.) ou virar um contra - torcedor do pilotinho, mas nem me venha com história de quem é melhor porque isso aí ele não é mesmo. Lembrando que nem sempre o melhor ganha. O Hamilton pode dar azar de novo, sei lá. Ele também não é o melhor, diga-se de passagem. F1 é trabalho e talento (e uma boa dose de estratégia, claro) mas também tem muito lance de sorte no meio. Se minha torcida não der certo e por acaso o Massa for campeão, não se preocupem, eu vou continuar achando que ele é a mesma merda que é hoje e que sempre foi desde que ele surgiu no mundo da Fórmula 1 como piloto da Sauber em 2002.


sábado, 25 de outubro de 2008

And the life goes on...

Irônico como o mundo não pára porque a gente parou. Não sei se é realmente injusto, mas gosto de pensar que sim. Será que tudo teria que se solidarizar com a nossa dor? Ou tudo tem que ser realmente como é para que possamos esquecer e seguir em frente? Se tudo parasse teríamos a sensação de que tudo e todos são solidários a nossa dor e ao nosso sofrimento? Eu estranho coisas que na verdade deveria encarar como normais, mas não é do meu feitio contentar-me com o que não entendo. Às vezes me parece falta de consideração da vida o fato de ela empurrar tudo no seu moto quase infinito e nada parar. Um Q.I. de 140 não me habilita para a vida. Saber letras e ciência não faz alguém sábio o bastante para ter um vida fácil. E eu sempre serei muito pouco hábil para lidar com as pessoas e situações inesperadas. Uns morrem, outros nascem; uns destroem-se, outros sorriem; uns casam-se, outros choram... Morrer pra vida também é um modo de viver. Querer distância de convívio social também é uma forma de convívio. Claro que presumir não precisar de ninguém num mundo socialmente complexo e globalizado como o nosso não passa de uma ilusão infantil, mas mesmo assim ainda é um modo de vida; certamente não é o modo mais recomendável ou sadio, mas algumas pessoas só conseguem viver bem assim. Temo que eu me torne uma dessas pessoas, se é que já não sou. Estamos sujeitos a uma vida carregada de impessoalidade e materialismo, com muito pouco ou quase nada de espaço para a solidariedade ou para sentimentos e no qual a sensibilidade foi relegada à sarjeta.





O que eu posso fazer é ir seguindo em frente do meu jeito. Tudo que sei é que posso parar em algum ponto do caminho, mas o caminho não parará junto comigo...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Quem fez a lição de casa?

Parece que a imprensa não aprende nunca que liberdade de expressão e responsabilidade andam juntas. O caso do carcére privado no ABC paulista remonta ao caso Isabella, ou seja, um show de desinformação, relatos de fatos equivodados, um disse-que-disse-que-não-disse e "especialistas" enchendo lingüiça nos programas de tv fazendo som de fundo para a imagem de uma janela na qual por trás tudo se passa. Tão ridículo quanto o papel da apresentadora Sônia Abrão querendo dar uma de heroína ao conversar ao vivo com o seqüestrador, tratando-o como criança e vítima e metendo o pau por trás. Ela parece que esquece que o rapaz não é vítima das circunstâncias, não nesse caso, como ele veementemente afirma; ele é sim, vítima de si mesmo e de sua cabeça fraca. As vítimas reais, essas sim vítimas das circunstancias, são as reféns. E claro, nós também, que assistimos a tanta merda junta.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O chute no balde.

Demiti-me do estágio. Decerto que o fato tomou proporções maiores que eu imaginava, mas tudo muito digno de uma drama queen, como eu. Desafiei meu chefe, forcei-o a tomar uma decisão inteligente e rápida, mas ele com seu orgulho impermeável e falta de coragem para assumir responsabilidades pelos próprios erros, simplesmente contentou-se em deixar-me ir, ainda que minha permanência fosse imprescindível. Virei as costas e saí, o rosto queimando pelo calor do abrasador sol das 13h30 e pela raiva. Como a falta de bom senso carregada de boas doses de petulância e ironia me irritavam.
Agora, pois deixemos as palavras elaboradas de lado e vamos aos fatos.
Estava eu sem trabalhar há quase um ano, quando resolvir procurar estágio. Não queria um emprego, pois tomaria todo o meu tempo e eu teria de tê-lo em parte disponível para cuidar da monografia que batia à porta da minha vida acadêmica. Semanas procurando, não achava nada que prestasse até que uma seleção de estágio numa loja de eletrodomésticos apareceu. Era comércio, eu não morria de amores pela idéia, mas pela bolsa que pagavam e pelas funções que eu iria cumprir até que valia a pena. E com o atenuante de eu não chegar nem perto da área das vendas. A única desvantagem era o horário intermediário, pois eu estava lá justamente para substituir duas funcionárias que entravam em período de licensa maternidade, e como o horário de almoço é sempre o que tem menos funcionários na loja, ficou combinado (?) que eu trabalharia das 10 hs ás 16 hs. Eu até estava me acostumando a não almoçar em casa, na correria mesmo e estava me dando bem com todo mundo. O gerente era do tipo engraçado, tirando brincadeiras com o pessoal e fazendo piadas com as coisas. Estava tudo bem e eu levaria assim até o fim do contrato, até que ele, o gerente foi mandado para a outra loja e da outra loja veio o outro gerente. Esse outro gerente começou a implicar com meu horário de almoço e cismou que eu tinha que almoçar às 10h30 porque era a hora que tinha três pessoas no setor, e no horário de 11hs às 15hs só havia duas: eu e a minha colega que trabalha no caixa. Daí que ele mudou até meu horário para 9hs às 15hs pra que eu cumprisse a ordem (ou seria idéia de jerico?) dele. Não cumpri. Ficava esperando ele sair para o almoço, que era entre 11hs e 13hs para comer. Até que um dia ele chegou mais cedo e viu. Ele ficou calado e eu também. Até que na reunião que houve uns dias depois ele chamou minha atenção para o fato de eu não estar cumprindo a ordem (ops, idéoa de jerico) dele. Discuti e argumentei que não dava certo, que 10h30 não era hora de ninguém almoçar e que ele não me dava escolha, que estava impondo coisas, que eu nunca saía do setor para almoçar quando tinha cliente para atender, que não era porque eu estava tirando o horário de almoço das meninas que eu não podia almoçar e etc, mas não adiantou. Fui levando do jeito que deu mais uma semana que restava pra terminar o mês e pra eu poder receber meu dinheiro. Não almoçava mais. Levava um lanchinho e só. Daí que ontém cheguei nele e falei que ele resolvesse minha situação pois estava trabalhando há mais de uma semana sem almoçar e que não ia dar mais certo. Ele usou um tom irônico perguntando se eu queria almoçar naquela hora e disse também que ia analisar. Pô, o cara não teve a decência de usar o bom senso e pensar que não tinha cabimento alguém trabalhar sem comer e ele me diz que vai analisar?! Disse que ele tomasse a decisão dele naquele instante pois eu já tinha tomado a minha e ele disse que ia analisar, que não tinha como tomar a decisão naquela hora. Disse a ele que resolvesse como ia ficar, do contrário não tinha como ficar. Ele usou o mesmo tom irônico de antes ao perguntar se eu iria embora naquela hora. Disse que sim, que iria pois se ele não sabia como ficaria não tinha mais o que fazer ali. Ele me virou as costas e eu também. O cara é um gerente, e não sabe tomar uma decisão inteligente e rápida? Não é sempre que se tem tempo para tomar uma decisão, não importa a situação, e como boa estudante de Administração, essa lição eu aprendi bem. E não me parecia muito difícil escolher se uma pessoa podia ou não almoçar. Era só um mínimo de bom senso, mas nem isso ele tinha. Ainda voltei para o setor para despachar um cliente, e aí que minha colega disse que ia falar com ele; disse que ela não fosse ameaçando me levantar dali e deixar o cliente sozinho, mas mesmo assim ela foi e eu cumpri minha ameaça, levantei-me e fui pegar minhas coisas no armário da cozinha. Ela falou por mim, ainda que a meu contragosto, e ele entrou na cozinha, me viu arrumando as coisas e não falou nada. Fui embora sem dar tchau, espumando de raiva daquele idiota e mais tarde fui saber pela colega que ele entrara na cozinha para falar alguma coisa, mas no fim o orgulho dele calou a própria boca e ele preferiu desfalcar o quadro de pessoal da outra loja, chamando uma funcionária de lá pra ficar no meu lugar. O que eu deveria fazer? Por acaso me lascar por quem não está nem aí comigo? dar minha saúde por uma loja que não faz nada por mim? Ele não pensou sequer nas funcionárias do setor, cujo trabalho que já não é pouco aumentaria ainda mais sem ter eu lá pra ajudá-las, e que elas teriam até que trabalhar em horário de almoço pra dar conta de tudo e sem receber hora extra. Ele só se mostrou ser uma pessa que sofre de uma crônica falta de habilidade para assumir responsabilidade pelos próprios atos e conseqüentes erros. Sei que ninguém é insubstituível, mas sei que enquanto as meninas não voltarem da licensa maternidade eu vou fazer falta sim. Nunca fui de quebrar contrato, a tradição da minha família é se comportar de maneira responsável e honrar os compromissos, e eu me vi na situação de abandonar o trabalho, largar tudo e dar as costas. Não me sinto nem um pouco culpada, pois quem não tem direitos não tem obrigações, e eu não tinha o direito básico de realizar uma refeição? Sinto-me aliviada e sei que fiz a coisa certa. Agora vou curtir o resto da semana de folga e segunda vou procurar algo melhor, afinal navegar é preciso e dinheiro também.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O começo do fim...

Férias. Finalmente consegui, aos trancos e barrancos, terminar o projeto da monografia. Consegui matar o primeiro dragão. É hora de colher os louros e me esparramar no sofá. Tá! Eu O-D-E-I-O Friends, mas não consigo parar de ver (agora que a Warner tá reprisando os espisódios antigos...). Ainda tenho mais umas semanas de folga antes do último paríodo e depois é meter o aço, digo, a cara, a fazer a monografia e pronto. Afinal, estão completando-se 5 longos anos e eu quero exibir meu título de bacharel aos 22 anos de idade (ou 23 recém completados pois as greves da UERN ainda se fazem sentir nas datas dos semestres).


Tudo isso soa muito bom, e na verdade é, mas muita coisa vai ficar pra trás também. Será o último semestre na companhia da minha querida panela. Confesso que não sentirei muita falta da turma, composta basicamente por gente sem visão e que vive de aparências, salvo raras exceções. Sentirei falta dos amigos de verdade que fiz e que pretendo levar pra vida toda. A convivência com eles nas noites da semana me farão muita falta. Incrível como de repente tudo foi se arranjando. Rafaela, quem diria que nos tornaríamos amigas de infância no segundo dia de aula. E quem diria que uma conversa sobre Rock e The Doors fez com que Flávio fosse a ponte que me levaria aos meus amigos Jetson e Celso? Engraçado mesmo que aquela loirinha que eu achava que fosse uma enjoadinha se tornaria o meu amore, e ainda traria consigo Cleiton, criador dos nossos jargões oficiais "Tô vendo tocha!" e "Deus me potreja desse cocodrilo!"? Quem diria que aquele menino com cara de metido chamado Rubens se tornaria meu xodó (ele não sabe mas é)? E ainda teve um surpreendente e gratificante reencontro com a Anna; sei que não nos vemos com a frequencia que eu gostaria, mas eu a considero indispensável na minha vida.


Um ciclo da minha vida começa a terminar... O que antes era novidade, agora é a porta que se abre para um novo futuro. Embora eu sinta que muita coisa se perdeu no caminho, e embora eu realmente não tenha muita certeza do que fazer com tudo isso, ainda assim acho que é um bom começo, mesmo que alguma coisa tenha que terminar.






d-.-b Listening, Stone Roses


(Mia, roubei seu emoticon huahuaauhauhau)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Você é patriota?

Patriota[Do lat. tard. patriota] Substantivo de dois gêneros. 1.Pessoa que ama a pátria e procura servi-la. 2.Compatriota, patrício.
Sempre que tem jogo da seleção brasileira (principalmente futebol, mas também outros esportes) e eu me manifesto como uma contra-torcedora e daí me perguntam:
- E você não é patriota não?
Dá vontade de dar na cara! Com o perdão da grosseria! Ou sem o perdão, dependendo da teimosia e da petulância do interlocutor.
Queria saber quem foi o "gênio" dono da idéia de jerico que inventou de achar que torcer pra time nacional é patriotismo. Ainda mais vindo de um país que pára quando tem Copa do Mundo ou Olimpíadas.
Você, país afora, que assiste todos os jogos das seleções brasileiras, e que torce louca e desesperadamente! Você! O que você, patriota, faz pelo seu país? Quantas vezes o seu patriotismo fez você levantar sua bunda do sofá (aquele mesmo sobre o qual, sentado, você assiste aos jogos) pra fazer alguma coisa pelo país que você diz amar? Você se lembra de ter votado em alguém realmente competente? Você conhece seus direitos e suas obrigações? Já lutou por eles ou pelos direitos de alguém?
Pelos ignorantes eu lamento. A reação das pessoas é como se eu estivesse cometendo um crime. Eu ainda, em vão, tento colocar de maneira civilizada, o meu ponto de vista. Mas eu fico feito galinha tomando choque em cerca elétrica. É tudo em vão. Às vezes vira até briga.
Eu não sou hipócrita.
Gosto cada um tem o seu, mas mesmo isso deveria se basear no fato da qualidade e não da quantidade. Blá, blá, todo mundo tenta mas só o Brasil é Penta. Para o inferno com esssa bobagem. Não sei porque tanta gente defende aquela seleção de merda que só liga para o dinheiro e não tá nem aí pra nem um dos "patriotas" que a bajulam. A mesma seleção do patriota Pelé, que fez questão de não disputar a copa de 74 pra ganhar uns bocado de money lá nos States. Dá pra ver que a cultura do Patriotismo já começa daí... Não tenho absolutamente nada contra com quem torce, afinal é uma coisa logicamente aceitável. Mas não me venha torrar a pouca paciência que tenho e tratar isso como aberração ou traição à pátria com conversa fiada e argumentos pífios e me deixem quieta quem não concorda pra exercer meu direito de expressão. De aporrinhações gratuitas e estúpidas eu já tô ate o gogó de cheia. Eu sou mais patriota que você, criatura ignorante e limitada que não sabe fazer distinção de coisas simples! Eu torço contra mesmo. E melhor: eu torço é pra Argentina. e pra Itália também. Algum problema? DANE-SE! Se assim fosse eu teria que torcer para o Potiguar ou para o Baraúnas só porque sou de Mossoró? Se assim fosse os flamenguistas dessa cidade já teriam sido queimados vivos em fogueiras pra bruxas.
Aproveite, patriota, que esse ano tem eleição e exerça seu amor à pátria fazendo parte do curral eleitoral que os candidatos fazem questão de criar para que você e seu patriotismo possam elegê-los.
E aí? Você quer ser um verdadeiro patriota? Ou vai ser pra sempre um idiota?

domingo, 7 de setembro de 2008

Uurucubaca?

Não! Fala sério. Vê se pode um negócio desses? É sério mesmo? Ainda tô fazendo força pra acreditar.
Quem assistiu a corrida de F-1 desse domingo sabe do que eu estou falando.
E o cagado do "Mafa" ainda ganhou a vitória no colo? Dessa vez sem o perdão do palavreado tosco porque eu tô revoltada mesmo!!!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Meme Musical

Eu vi esse meme no Barco, mas Foi a Mia que me fez embarcar; digo, responder:
MEME MUSICAL
1- Escolher banda/artista.
2- Responder somente com os títulos das canções.
3 - Repassar para 5 blogs.
Primeiro, a banda escolhida foi o The Doors, que amo e admiro.
Segundo, escolhi somente pelos títulos, sem levar em conta as letras.
Terceiro, ai não leva a mal, mas nem todo mundo gosta de meme. Quem achar interessante responde a vontade. ;)

1. Descreva-se:

Been Down So Song

I Will Never Be Untrue

2. O que as pessoas acham de você:

People Are Strange

3. Descreva sua última relação:

The End

4. Descreva a atual relação:

A Little Game

5. Onde queria estar agora:

Love Street

Waiting For the Sun

6. O que você pensa sobre o amor:

Ship of Fools

7. Como é sua vida:

Strange Days

8. Se tivesse direito a apenas um desejo:

Love Me Two Times

9. Uma frase sábia:

We Could Be So Good Together

10. Uma frase para os próximos:

Variety Is a Spice of Life

Ainda tô devendo o meme da Anna, mas vai ficar para o fim de semana.



sábado, 23 de agosto de 2008

É Ouro! É Bi!









Tá! E eu ia deixar passar em branco por acaso?

Não precisou de mais que um gol pra levar a douradinha pra casa.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Dáaaaaaaa-lhe Argentinaaaaaaaaaaaaaaaaaa!


Uma palavra resume a vitória da Argentina: Brilhante.

E o Brasil na busca da medalha olímpica queria o ouro, mas o máximo que vai conseguir é casca de besouro. A rima é pobre, mas a selixão não merece coisa melhor não. Hahhahaa!

Alma lavada. Mas alguém aí com um mínimo de inteligência acreditava mesmo que o Brasil ganharia alguma coisa? Fique feliz se ganhar o bronze, porque no que dependesse de mim nem isso.





P.S. Pelo menos uma coisa boa já que a Itália foi, pra variar, foi desclassificada por conta de árbritos fuleiros. Dessa vez, parece que esqueceram de avisar para o cara que pra ser gol a bola tem que cruzar a linha inteiramente.







Listening: INXS. Sweet sexy voice, baby!

domingo, 17 de agosto de 2008

Parabéns???




Agora que eu reparei: 1 ano de blog. Sem muita coisa para comemorar já que esse mês está mais improdutivo que terra de latifundiário.

Mais um meme!

Ela me incubiu dessa vez de responder o meme. E como eu gosto de memes, principalmente quando está faltando assunto, there we go:
O meme:
1. Pegar o livro mais próximo.
2. Abri-lo na página 161.
3. Procurar a 5ª frase completa.
4. Postar a frase no blog.
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro, usar o mais próximo.6. Repassar o desafio para cinco blogs.
A resposta:
"Envolto na atitude e na fisionomia mais humilde, Julien nao abriu a boca."
O Vermelho e o Negro; de Stendhal. Nem sei o que significa (talvez alguém intimidado ou que não quer se meter a falar besteira sobre o que não sabe); sequer tive tempo de passar da quinta página, quem dirá então saber o que se passa na página 161. Lamentável. Mas eu não desisto. Será que daqui para o fim do ano eu não consigo terminar?
Eu também tinha que voltar o meme pra cinco pessoas (blogs) mas (Perdão, Camila), estou com pouco tempo disponível. Só deu mesmo pra responder e mal.
Bem, no mesmo blog tem outro meme que eu vou me meter a responder porque o tema é especialmente interessante pra mim: música. Mas não hoje, advinha, por causa da falta de tempo. Nem domingo agora eu tenho sossego. Aaff!!

sábado, 16 de agosto de 2008

Às moscas...


É como esse blog está. Tempo é um luxo do qual não disponho. Com uma rotina dessas de correria pra lá e pra cá, a inspiração parece ser, ao contrário da esperança, a primeira a morrer. E nem pra ler os meus blogs favoritos tenho oportunidade. Tá tudo abandonado. Porre!

Alguém aí tem visto as Olimpíadas? Que porcaria não poder assistir as (tem crase?) competições. E pior ainda não saber de nada porque o dito jornalismo esportivo da Televisão Brasileira não me informa de N-A-D-A! Brasileco ganhou hoje na marra e pega a Argentina (que já tem medalha de ouro, só pra tripudiar). Tomara que a selixão se lasque (com o perdão da palavra).

domingo, 3 de agosto de 2008

Quem advinhar ganha um doce!

Quem ganhou a liderança no colo depois que Hamilton, literalmente, passou por cima de Raikkonnen? E quem foi mesmo que com sua incompetência não conseguiu se manter na frente? Mas quem foi que ia ganhar a liderança no colo pela segunda vez quando Hamilton (sempre ele) teve o pneu de seu carro furado e viu sua corrida ir para o brejo?



Quem? Quem?



Vai dizer que não sabe.



Ah! Faz um esforcinho, não é difícil!



- Siiim meus queridos, foi ele: Felipe Massa do Brrrrrrrrrrrasil (êee Galvão)! Somente três voltas para o fim da prova o motor explode e o batorezinho das pistas perde a corrida.



É... o mundo da F1 dá voltas mesmo, com o perdão do trocadilho.



Ôoh! Raikkonnen vê se acorda e aproveita, meu filho! Arranja um pouco mais de motivação e ganha logo esse campeonato.



E a voz de Kleber Machado era de quem narrava enterro depois que o Massa caiu fora (cômica de tão trágica), fazendo questão de lembrar as circunstâncias da vitória de Kovalainen. A memória volátil dele não fez questão de lembrar quantas corridas "Mafa" já ganhou por causa da desgraça dos outros.



sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Campanha eleitoral

Se fôssemos votar no candidato com a pior "música" de campanha, ia faltar eleitor nessa cidade; e acredito eu, no país. Como esse não é o critério, na verdade sobram candidatos. Ruins. E com as mesmas promessas e blá, blá, blá. Vai ser nulo de novo!

domingo, 13 de julho de 2008

Respondendo ao Quiz.

Ela disse que quem quisesse podia responder, então...
- furos nas orelhas: Nenhum. Pode parecer absurdo, mas eu tenho medo daquela pistola.
- tatuagens: Muita vontade de fazer nos braços, nas costas, na nuca e nos pés.
- piercings: Também queria fazer; nas orelhas. Mas julgando pela minha coragem de furar as orelhas, tão cedo eu faço.

- já foi a África? E com que dinheiro? Morro de vontade de ir ao Marrocos, à Tunísia e à África do Sul.
- já ficou bêbada? Nunca. I’m a lady. Detesto qualquer coisa que contenha álcool. Não suporto o cheiro, quem dirá o gosto.

- já chorou por alguém? Ainda choro.
- música preferida: Difícil escolher uma. Vou citar a que mais tenho ouvido ultimamente: Leif Eriksson, do Interpol.
- cerveja ou champagne: Eca! Nenhum.
- metade cheio ou vazio? Se for água ou fanta pode deixar todo cheio. hehehehee
- lençóis de cama lisos ou estampados? Liso contanto que não seja lilás. Estampado desde que seja com estampa de bichinho. huahuahuahuahua
- filme preferido: Igualmente difícil de citar um só. Mas vou escolher um que me identifico muito com o personagem principal: Gênio Indomável.
- flores: Vivas; não de plástico.

- coca–cola com ou sem gelo? De nenhum jeito, não gosto de Coca – Cola.
- melhor amiga: Minha mãe e minha irmã. Sem clichês.
- quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender: Até cair. Kkkkkkkkk.

- qual a figura do seu mouse pad: Hã?
- cd preferido: Também não dá pra dizer um; mas ultimamente tenho ouvido “The Black Magic Show” do Elefant.
- mulher bonita: Alem da minha mãe que é linda em todos os sentidos, eu diria Angelina Jolie porque tem traços perfeitos e é uma grande pessoa.

- homem bonito: Só um? Eu vou citar meu top 10: Paolo Maldini, Axl Rose, Fabio Cannavaro, Eduardo Noriega, Tommy Haas, Cillian Murphy, Gaspard Ulliel, Christian Bale, John Mayer, Josh Holloway.
- pior sentimento do mundo: Ódio.
- melhor sentimento do mundo: Amor, claro. Sempre.
- o que uma pessoa não pode ser para ficar com você: Possessivo.
- qual o primeiro pensamento ao acordar: Quero dormir mais.
- se pudesse ser outra pessoa, quem seria: De personalidade, niguém, mas fisicamente queria ser a Cindy Crawford.
- algo que você nunca tiraria de você: Meus valores.

- o que é que você tem debaixo da cama? Sandálias que tenho preguiça de limpar e guardar no armário.
- uma frase: “Amai uns aos outros como eu vos amei”
- qual livro você está lendo: O vermelho e O Negro, de Stendhal.
- uma saudade: Da minha amiga Kércia que se mudou para os States.
- uma característica: Geniosa.
- o que gostaria de estar fazendo agora? Jogar-me no sofá e não ter que pensar que amanhã é segunda-feira e que tenho que ir trabalhar.

sábado, 12 de julho de 2008

Nada x nada = nada

Ultimamente totalmente sem inspiração. Nada me chama atenção ou desperta minha vontade de "escrever". Não que não tenha acontecido nada porque até tem acontecido. Depois que consegui estágio não tenho tempo pra nada. Nem dinheiro. Apesar de estar ganhando (pouco, é bem verdade, como todo mundo; e quem está satisfeito com o salário que ganha?). Ando adiando o estágio obrigatório de quem está nos últimos períodos de faculdade, apesar de estar relativamente contente por estar terminando longos 5 anos de curso.
Ouço meus cds preferidos quando dá, mas o tempo é um luxo do qual não disponho no momento. Não faço unha há duas semanas (claro que eu corto), lavo o cabelo com uma frequencia menor e engordei um quilo (droga). Mas tudo isso não importa. Não vou fazer dessas coisas bestas assunto porque são realmente coisas nada interessantes.
Finalmente comprei o cd novo do Interpol e do Elefant (prometi a mim mesma que compraria tão logo começasse a ganhar dinheiro. E não será surpresa se as bandas virarem posts; além da falta de assunto que tá grande, eu gosto muito de falar de bandas...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Perguntas freqüentes...

- Oi! Como é o seu nome?
- Séfora!
(cara de espanto do interlocutor)
- Diferente né? Nunca ouvi falar. Como sua mãe inventou esse nome?
- (Já querendo demonstrar certa impaciência) Não inventou, o nome é bíblico. Está no primeiro testamento; é o nome da esposa de Moisés!
- Ah! Então você é envagélica?
- (Uma certa irritação) Não! Sou católica! Praticante! Caretinha! Vou sempre à Igreja! E faço minhas orações todos os dias! E quem deu meu nome foi um bispo que morava vizinho à casa onde eu morava na época do meu nascimento!
- É que você é tão quietinha... (Peraí! a pergunta não era por causa do nome?)
- (Com cara de quem está irritada) E só é quieto quem é evangélico por acaso? É só evangélico que se comporta? Até parece! Vai dizer que não têm hipócritas na sua igreja? Vai dizer que só tem santo? Ou vai dizer que a igreja católica só tem libertinagem?
- Não foi isso que eu disse.
- (Realmente irritada) Foi o que pareceu.
- Não, é que... (gaguejando, demonstrando uma visível falta de argumentos)
-E outra: se todos os Tiagos, Joãos, Mateus, Pedros, Marias, Saras, Isabeis, etc. fossem evangélicos a igreja católica não existiria.
- ... (Realmente sem argumentos)!


Santa ignorância!!!






P.S. que não tem nada a ver com o post: Dá-lhe LDU!!! O tricolor das laranjeiras deve estar chorando às pitangas. Me sinto vingada hehehhehe!

domingo, 29 de junho de 2008

Futebol (de novo?)!

Hoje teve a final da Eurocopa. Não acho sinceramente que a Espanha tenha sido o melhor time da competição. Jogou muito bem hoje, claro, mas na minha modesta opinião não merecia o título europeu de 2008. O time tem lá suas qualidades, mas é tecnicamente fraco, diferentemente da Alemanha. Aliás, a seleção germânica nem de longe lembrava a típica seleção alemã fria e pragmática, mas a raça não foi suficiente; eles estavam atrás no placar e os espanhóis souberam segurar muito bem sua vantagem. Espanha essa, aliás que eliminou a Itália nas quartas de final. Sobre essa partida em particular, mais uma vez o fantasma dos pênaltis assombrou a seleção italiana nas finais de competição. Com um time tecnicamente superior, a azzurra jogou bem, mas não conseguiu converter a qualidade em gols, principalmente por causa do atacante Luca Toni, que parecia estar fora do tempo de cada bola que era passada pra ele. O time fez muito bem o que sabe fazer, dar liberdade ao adversário e apostar nos contra-ataques rápidos, mas salvo alguns milagres realizados pelo goleiro espanhol Casillas, o ataque não foi realmente bem sucedido. A Espanha tentava compensar sua inferioridade no jogo rápido da troca de passes indo o tempo todo ao ataque, mas raras vezes conseguindo furar o paredão da defesa italiana, quando aí entrava Buffon e fazia as honras de melhor goleiro do mundo. Um jogador em especial me chamou atenção no time espanhol: Davi Villa. Não sei porque o oba-oba encima dele, o cara é ruim demais, não ganhou uma sequer nas disputas de bola com os zagueiros e quando conseguia chutar, o gol era o lugar menos provável para onde a bola iria.
E foi a rotina dos penaltis que atrapalhou tudo de novo na vida dos italianos e nós, tiffosi, não tinhamos mais pra quem torcer. E a Espanha acabaria como campeão da Euro. Não diria que foi uma zebra, mas pouca gente apostou que eles ganhariam.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Fica Dunga!

A selixão não entrou com a mesma (falta de) atitude do jogo contra o Paraguai. Mas vamos dar nome aos bois: o Brasil, mais uma vez, não jogou bem, mas fez o melhor com os recursos (jogadores limitados) que tinha. Digamos que a má qualidade foi a mesma, mas a vontade foi maior. A Argentina não jogou mal, mas poderia ter jogado melhor. O fato é que o time de Dunga não tinha a motivação de jogar melhor pra rebater as críticas feitas sobre suas péssimas atuações nos últimos jogos, mas estava somente obedecendo à vontade de ganhar da Argentina, maior rival e etc. Espera pra ver o próximo jogo e vê se não vai ser uma porcaria também. A Argentina, que tem um time muito superior, parecia um time meio displicente de quem diz: - Entro pra segurar um empate e vocês não vão ganhar. Poderia ter ganho o jogo se quisesse; desperdiçou lá suas chances, eu sei, mas não ganhou porque não quis. Tanto é que o que se via era os jogadores do Brasil se “esbagaçando” pra fazer alguma coisa e os jogadores da Argentina se defendendo ali, dando um contra-ataque aqui, sem suar muito a linda camisa. Enfim, o fato é que nem assim o Brasil ganhou. Agora querem a cabeça de Dunga. Bem, por mim ele fica (hehehehehe). Mas os mesmos torcedores que gritam “Fora Dunga” são aqueles que ficaram felizes quando o gaúcho dos ternos ridículos fez sua estréia como técnico justamente na seleção brasileira. São os mesmos que aclamaram Felipão, depois pediram, revoltados, sua saída, pra depois reivindicá-lo novamente no comando da seleção. Claro que muito do mérito do fracasso de uma equipe vem de seu comandante, mas ninguém aí pára pra pensar que o problema também pode estar nos comandados? Robinho cai-cai, Adriano trator, Ronaldinho Gaúcho firula, Bonaldo gordão, Kaká pipoca, Júlio Batista touro, Lúcio grosseirão, e muitos outros são aclamados como craques quando na verdade são jogadores medianos que por conta de uma fase boa são pintados como melhores jogadores do mundo. E quem acha que com a seleção olímpica vem aí uma renovação pode perder as esperanças, pois além de o técnico também ser Dunga, já definiu muito bem a imprensa essa semana que o time que vai disputar medalha em Pequim, não passa de “um amontoado de jogadores sem expressão”. Ah! E só pra tripudiar, nós (ARGENTINA) já temos ouro olímpico. E que Dunga permaneça por um longo e “próspero” tempo. E pra tripudiar mais um pouquinho, olha a freguesia hein!? Paraguai tá se tornando uma pedrinha nas chuteiras brasileiras. E eu tô adorando tudo isso. Ahhh!

sábado, 14 de junho de 2008

Viva Che!

Há 80 anos nascia aquele menino que queria mudar o mundo. Depois de uma vida de luta, a memória de Ernesto Guevara De La Serna resiste como símbolo do ideal revolucionário. Ainda muito mitificado, é bem verdade, mas ele é a referência para aqueles que se inspiram em sua coragem e inteligência na busca da sociedade justa. Infelizmente sua imagem perece no mundo capitalista, sendo vendida em camisetas de lojas de grife, compradas e usadas por revolucionários de butique. Meninos bem criados a base de toddynho que sequer já pararam pra ler uma linha sobre a história de Che. Gente que diz querer um mundo mais justo, quando na verdade não querem abrir mão do comportamento hedonista igualmente adotado pela sociedade. A hipocrisia que mancha a bandeira da revolução. Não estou dizendo que devemos sair por aí com a roupa do corpo, armas barracas de lona e fazer a picaretagem do MST ou das FARC, com armas e ódio gratuito mal direcionado em punho. Se no tempo de Che a luta armada era necessária, hoje o mundo é outro, mas a alienação crônica da qual o mundo padece ainda é a mesma daquela época. Também não estou dizendo que as classes mais altas não têm direito de lutar por terem nascido em seus berços de ouro; pelo contrário, têm a obrigação. Mas como, sem levantar ao menos a bunda do confortável sofá e sem desgrudar os olhos da tela da TV de plasma?


Muitos pseudo-críticos afirmam que esse é o tipo de retórica vazia, que fazer revolução é impossível e que o exemplo mais forte é o fracasso da URSS e da situação complicada de Cuba, mas eles, em sua eterna estupidez, sequer sabem a diferença entre socialismo e stalinismo. Justiça social não se resume a pura e simples desapropriação de propriedade privada, como alguns ignorantes teimam em "pensar", pois ao invés dessa visão simplista e superficial está a real visão da desconcentração de renda, de capital e de recursos que estão às mãos de poucos, enquanto milhões de pessoas sequer tem o que comer.


Para uns, Che tornou-se inspiração, exemplo de luta pelos ideiais de justiça social. Estes agem, de alguma forma, mais tímida ou mais ousada, mas agem. Para outros, Che tornou-se um ídolo a ser adorado, sendo visto de forma distorcida, simplista e usado como simples estampa de camiseta. Estes não agem, pois estão muito ocupados em idolatrar demais e agir de menos e se esquecem do real propósito da verdadeira revolução.


Não estou dizendo, de forma absoluta, que ninguém deveria usar uma camiseta com o rosto de Che Guevara. Nada disso, pois eu mesma pretendo comprar uma pra mim. Mas enquanto muitos usam uma camiseta como bandeira e símbolo revolucionário, muitos usam como desencargo da consciência inerte que possuem.


Há 80 anos nascia o "Che", mas depois de mais de 40 anos de sua morte, ainda continuam matando-o dia após dia.




terça-feira, 10 de junho de 2008

Coisas da minha rotina que eu adoro.

Como o próprio nome do blog, e sua descrição claro, rotina aqui é o que não falta. Desde situações comuns a um universitário, até pensamentos insistentes de como a vida tem suas surpresas ou as vontades próprias sofrem sanções. Mas o certo é que se nas coisas simples é que estão a graça da vida, a minha está cheia delas. Uma vida um tanto pacata, usando o eufemismo, é verdade, mas apesar de não acontecer muita coisa agitada eu gosto muito de certas coisas que fazem parte do meu cotidiano diário de todo dia (hehehehehhe). Pra falar a verdade até que não faço questão de muito movimento pois sou, por natureza, bastante quieta; do que sinto falta mesmo é de agir mais em certos aspectos. Correr atrás dos meus ideais ou sair no fim de semana. Mas eu gosto.

Como já ficou evidente, eu A-D-O-R-O futebol. Tanto que até já inventei que estava doente a minha chefe pra faltar ao trabalho e assistir a final da Uefa Champions League; mas valeu a pena porque o Milan foi campeão. Também amo ver jogos de tênis, que por sinal estão cada vez melhores. Até acordo cedo dia de domingo pra ver as partidas de Grand Slam. Ainda tem a fórmula 1. Assisto desde criança, quando torcia para o Senna; lembro-me bem da corrida do acidente em que ele se foi. Eu estava assistindo e vi tudinho. Hoje está tudo diferente, mas ainda gosto muito de ver as corridas e, agora, torcer para o Kimi.

Pra quem gosta tanto de esportes, deveria saber jogar alguma coisa, mas esporte não é comigo; não por falta de vontade, mas por falta de jeito mesmo. Tenho jeito mesmo é pra ver e comentar com os olhos críticos, que são minha característica mais forte. Não jogo nem jogos de computador, sempre odiei videogame (principalmente o Super Mario Bros.). Mas estou viciada num joguinho que de início pode parecer meio bobinho, mas do contrário é bastante desafiador e requer bastante "prática". Tô falando do Zookeeper. Jogo tanto que já estou com medo de adquirir uma LER.
Apesar de reclamar de quase nunca sair de casa nos fins de semana, admito que bem que gosto de ficar largada no sofá, vendo filmes, esporte, desenhos, seriados, shows ou documetários sem compromisso com hora, com prova da faculdade ou acordar cedo pra ir trabalhar (leia-se estágio remunerado).

Minhas manias de doido também estão presentes na minha rotina. Coisa de gente mais doida ainda gostar disso. Lavo as mãos o tempo todo. Preciso saber que elas estão limpas, do contrário fico meio "aperriada". Não virou uma compulsão ainda, mas tá perto de isso acontecer. Nem a alergia a sabão que apareceu nos meus dedos me fizeram maneirar na dose. Também sou meio neurótica com meu peso; apesar de admitir que estou magra demais com meus atuais 48 kg, eu sou capaz de gostar disso, para desespero da minha mãe que fica o dia todo me mandando comer alguma coisa, assim como meus amigos.


Nada de surpreendente; apenas rotina e só; somente ela. Não gosto muito de surpresas e me causa aflição o fato de não poder evitá-las. Talvez seja por isso que apesar de reclamar tanto da minha rotina, o fato de eu gostar dela é um esforço inconsciente constante do meu consciente de evitar que eu perca o controle das coisas. Um ilusão, claro, achar que tenho o controle, mas que faz parte da minha rotina tanto quanto os jogos de futebol e o sofá...

domingo, 8 de junho de 2008

Para o freguês: Obrigado e volte sempre!



Nunca foi tão fácil. Rafa Nadal atropelou Roger Federer. Com 3 sets a 0 o espanhol é TETRA campeão de Roland Garros. O que se viu foi um Federer meio apático sem representar muito perigo ao domínio de Nadal. O fato é que o suíço não consegue jogar seu tênis quando do outro lado da quadra de saibro está o espanhol. Enquanto isso Federer adia para mais um ano a conquista do único título de Grand Slam que ainda não tem. E acho muito provável que ele não consiga. Não enquanto Rafa existir. Num primeiro set fácil, Rafa logo quebrou os serviços de Federer; no segundo set Roger esboça uma reação mas nada parecia adiantar para virar o jogo a favor de si. No terceiro então, ele levou um "pneu" e não fez um game sequer. Não adiantava subir a rede; ele tomava passada. Não adiantava longas trocas de bola; Nadal sempre chegava. Isso acabava por tirar a confiança de Federer e não teve jeito. Nadal que não perdera um set sequer em todo o torneio não deixou barato e fechou o jogo por 3 sets a 0. Mais uma para a caderneta do Federer.


Falando em freguesia, Kimi parece já ser cliente da falta de sorte. O que foi aquela c..... que o Hamilton fez na corrida de hoje? Não satisfeito em acabar com a própria corrida, ele acaba com a corrida dos outros. Por causa dele o piolho Felipe Massa passou meu amado Kimi no campeonato. O finlandês que vinha bem na prova e provavelmente poderia ter um lugar no pódio foi atropelado por Hamilton que não enxergou a luz vermelha na saída dos boxes. Eu até gostava do menino inglês, mas depois dessa eu quero mais é que ele se dane (a não ser, claro, quando ele estiver na frente do "Mafa"). Lembrando que quando Raikonnen bateu em Mônaco ele não tinha os controles do carro, diferentemente do carro de Hamilton que estava em perfeitas condições. O problema foi a lesera mesmo.

sábado, 7 de junho de 2008

Voltei pra falar de futebol. E Tênis. E Fórmula1.

Nunca mais falei sobre o mundo dos esportes, coisa que adoro, então, já que o mês de Junho tá bombando no mundo dos atletas achei que cabia alguns comentários.


Quarta-feira a Libertadores definiu seu segundo finalista no jogo Boca x Fluminense. Eu tava querendo mais era que o time carioca fosse pra qualquer lugar nada digno de se mencionar aqui. Não foi bem isso que aconteceu, mas vamos dar nomes aos bois e créditos a quem merece. Primeiro: Não, minha gente, não foi o Fluminense que ganhou. Quem achou isso (certamente viu o jogo pela Globo) não prestou realmente atenção nos jogos (ida e volta), ou não entende de futebol como pensa que entende ou deixou-se levar pelo calor da torcida anti-argentina. O certo é que o Boca perdeu. E qual a diferença? Quem entende de futebol (sem modéstia parte, eu por exemplo) sabe que o time argentino é muito superior ao tricolor das laranjeiras. Em tudo; desde o esquema tático aos jogadores que compõem o time, raça, etc, etc... O fato é que o Boca não foi o Boca. Eu vi um time com uma defesa desorganizada (muito pouco comum ver isso no jogo do Boca), o ataque estava meio que "abatido", Riquelme não apareceu e o esquema tático parecia praticamente inexistente. O Fluminense não foi superior, só foi mais eficaz. Mas o mundo do futebol tem dessas mesmo. Fazer o quê?




Obaaaaaaaaa que a selixão brasileira perdeu para a Venezuela. Mas é uma satisfação. E eu tripudio mesmo: Cadê? Cadê? Cadê a melhor do mundô? Quem? Quem? Robinho cai-cai e Adriano trator? Só sendo mesmo. Cambada de porcarias incompetentes. Torcedores afetados terão respostas atrevidas se vierem comentar besteira aqui.

Falando em futebol, essa semana vai ser boa, hoje começou a Eurocopa e boa parte da nata do futebol vai se enfrentar pelo título europeu. Portugal até que jogou bem, até a hora maldita que Felipão resolveu substituir Nuno Gomes e colocar uma criatura em forma de volante e deixando Cristiano Ronaldo praticamente sozinho na frente. Depois disso ele ainda substituiu outro jogador de ataque por, advinhem, um outro volante, e Portugal não fazia outra coisa senão defender-se das investidas turcas. Ansiosa a ver os jogos da Itália que infelizmente pegou o grupo mais difícil e estará sem seu capitão Fábio Cannavaro que por uma tremenda falta de sorte se machucou durante um dos treinos antes da competição e ficará de molho por longos 3 meses. Hunf! Falando em Itália, a boa notícia pra compensar a péssima notícia da ausência de Cannavaro foi o anúncio da prorrogação da aposentadoria de Paolo Maldini. O eterno capitão e símbolo do Milan joga por mais uma temporada no Rossonero italiano contemplando os torcedores e apreciadores do bom jogo com seu futebol técnico, classudo, experiente e uma infinidade de qualidades que só um jogador como Maldini sabe ter.
Mudando de esporte mas ainda no mundo da bola, amanhã tem a final de Roland Garros, com Federer e Nadal (os melhores do mundo) de novo! Vai ser jogão e eu tenho minhas dúvidas quanto a uma vitória de Federer porque contra Nadal no saibro ninguém tem muita chance. Se depender da minha torcida a máquina espanhola já tá com as duas mãos na taça.



E tem ainda a fórmula 1. Fiquei irada com a vitória do b.... do Massa em Mônaco, mas parece que no Canadá ele vai voltar para o seu devido lugar: atrás de Kimi Raikonnen. Pelo menos se depender do treino de hoje... Mas alguém aí pode me dizer que lógica burra é essa que o Galvão Bueno usa quanto aos resultados do Felipe Massa? Quando ele está atrás (impagável a voz de decepção que o Galvão fez quando o batorezinho das pistas conseguiu apenas o 5° lugar no treino de classificação) a desculpa é que os outros pilotos estão mais leves e o Massa está mais pesado. Mas quando o Massa consegue uma boa colocação é porque o cara tem talento e blá, blá. Quer dizer que nenhum piloto ali é bom? Quer dizer o bom resultado dos pilotos é consequência pura e simplesmente de um tanque de gasolina (não que eu não saiba o quanto isso interfere no resultado de uma corrida ou mesmo de um treino, porque acredite eu sei!!!)? Ninguém tem talento? Ah! Como dizia meu caro Kajuru: - Vai te catar Galvão!


Provavelmente os resultados do tênis, do futebol e da F1 ainda renderão outro post amanhã. Tomara que minha torcida valha alguma coisa hehehehhehe!!!!

terça-feira, 27 de maio de 2008

A vida sem freio me leva, me arrasta...


Do nada, tudo acontece, de modo ainda que nada muda. O círculo vicioso das surpresas que pairam sobre o destino acabam deixando tudo como está. Detalhes percebidos que deveriam fazer diferença manifestam a inércia das mãos atadas de uma vida que teima em seguir seguramente. O acaso brinca, e esfrega na minha cara o quanto eu ainda sou impotente. Sabe quando as certezas escorrem pelas mãos como areia fina? Quando a sua capacidade é testada e o resultado não corresponde a realidade. E eu só espero. Como quem sabe o que quer, mas que na verdade ainda procura por quais caminhos seguir. Só tenho as diretrizes, pois os planos são tão imediatos quanto icógnitos. Talvez ninguém entenda. Talvez eu não queira ser compreendida. Minhas ambições são tão grandes quanto simples. E só preciso ter certeza de quais são e de como alcançá-las...

Uma palavra, um sorriso, uma sensação, um pensamento, um pedido... tudo acontece, mas nada muda ao mesmo tempo que me transforma... Já não conheço sua dimensão das coisas, apenas vou deixando que a força da vida me leve... Piso no freio do controle, mas parece não haver nenhum. E a minha pretensa mania de segurança já não me protege de colidir com a vida...

So... let's go living a little for a while... But not a little life!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Meus macacos favoritos

Falando em música de novo (adooooro), só agora parei pra prestar atenção de verdade nos Arctic Monkeys. Em resumo, ouvi melhor o que eu já tinha escutado. Conheço a banda desde o ano passado com a então estourada I Bet You Look Good On The Dancefloor que resume o som da banda que mistura notas aceleradas e simples a la punk, garage and indie rock e por que não um toque de pop (não confundir com porcaria). De início gostei, mas sempre fiquei com um pé atrás. Não sei porque mas sempre achei que eles possuíam uma originalidade meio piegas. Mas talvez seja de propósito, percebi isso ao ler as letras das músicas. Ah! Como eu amo a ironia nas sua forma mais refinada e direta ao mesmo tempo. E eis que vendo (e ouvindo) o clipe de Teddy Picker me encantei de vez pelo trabalho dos meninos. Principalmente pela voz de Alex Turner, que possui um jovialidiade típica da idade mas que também revela um timbre forte e único em suas notas mais graves. Maravilhosa. Visual colegial pueril de quem nem saiu das espinhas e uma segurança desconfiada no olhar e na atitude. Yeahh. Não que eles sejam essencialmente geniais porque isso é pra poucos; mas na máxima que engloba a maioria das coisas de hoje que diz que nada se cria e tudo se reiventa, os macaquinhos têm músicas muito boas feitas a um estilo muito próprio. E isso já é muuuuita coisa.




...Tô gostando desse negócio de falar de bandas...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Tripudiando...

Mais uma do caso Ronaldo. Entrevistinha mixuruca com respostas visivelmente preparadas por assessores e advogados. Ele deve estar bem arrependido mesmo, até a Nike tava (ainda tá?) querendo cancelar os contratos que tem com o fofômeno. Agora de ele dizer que tá arrependido do que fez desde o momento em que tudo isso aconteceu e afirmar que, ainda que o caso não tivesse ido à tona ele ainda sim estaria arrependido, já é menosprezar minha capacidade de inteligência e a boa fé dos telespectadores e fãs (não me encaixo nessa parte pelamordi!). Quantas vezes já não vimos capas de revistas e jornais estampadas com o Ronaldo chifrando as namoradas? E quem fez pose de vítima quando tudo aconteceu? Agora que o bicho pegou (ou seria, as bichas pegaram?) ele vem tentar se redimir com papo de coitado? Coitada de mim que tenho que aturar essa m....

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Eu não sou indieota!



Já me peguei falando por aqui, mais de uma vez, sobre a minha "simpatia" pelo indie. Não sei se ficou claro, porque se auto-proclamar sobre fazer parte de alguma tribo hoje já é banalizar a si mesmo e aceitar rótulos. Pois veja, essa semana me peguei lendo sobre essas intermináveis e inúteis discussões sobre o que é ser indie. Constatei que a maioria (no orkut é só o que tem) não sabe realmente o que é e pende pra rotulagem tosca mesmo, porque tá na moda ser hype e toda essa baboseira vazia. Não vou aqui me dar a pretensa missão de dizer o que é indie porque se assim o fizesse já estaria eu cometendo o mesmo erro. Tudo que sei é que há uma diferença grande entre a tribo de hoje e o movimento que surgiu há anos atrás. Desse último sou conhecedora há tempos e não me encaixo na primeira. Não uso roupa style, não tenho dinheiro pra comprar grife, meu cabelo é comprido e tem um corte básico, minha franja não é emo nem style e nem faço cara de quem queria estar em Londres porque na verdade eu queria mesmo era estar na Itália. Tenho cara de blasé sim, mas não preciso fazer força, a minha cara é de quem comeu e não gostou mesmo, e minha expressão séria (antipática) é de nascença (mas eu não mordo não, isso é só minha carapuça). Sempre fui o tipo de pessoa que não se contenta com qualquer coisa, acho tudo um tédio mesmo e tenho uma tendencia a sempre estar na defensiva, não sou de falar muito e nem gosto de gente limitada que não sabe ver além das coisas.
Conheço a expressão indie desde 1999, quando no auge dos meus 13 anos era ávida por revistas de rock e a música independente que se fazia nas universidades do mundo afora ou nas garagens que nada tinham a ver com os core da vida. A música independente, feita de modo despretensioso, com influência do rock antigo é temperada com ousadia e originalidade por músicos competentíssimos. Nada de regras, há ssim um movimento que finca no seu estilo um som cadenciado e saudoso. Hoje, qualquer um quer fazer coisas do tipo, mas a verdade é que poucos conseguem. De repente usar paletós desconstruídos, all star e jeans manero se tornou coisa de gente metida a moderna e descolada, a moda das ruas foi parar nas passarelas e as grandes gravadoras agora fabricam seus própios indies mainstream que de originais nada têm. Eu prefiro a boa música, sempre, independentemente do estilo, embora eu seja fã declarada do indie. Fico com o movimento original que vem desde o pós-punk, passando pelo REM e trazendo hoje bandas do brit rock ou o som denso das bandas nova-iorquinas ou a desconstrução metódica das garagens que ainda teimam (ainda bem) em existir. É só prestar um pouco mais de atenção nas letras, melodias e história das bandas pra separar o joio do trigo. Nem tudo que está na moda é bom e nem todo famoso é artista. Tem muita gente pagando de indie porque é uma tribo cute, mas eu prefiro o lado cult do movimento.


quarta-feira, 30 de abril de 2008

O cúmulo do ridículo!

Totalmente ridícula a posição da imprensa brasileira ao noticiar o "fenômeno p.... nenhuma" Ronaldo como vítima de tentativa de extorsão por parte de travecos. Todo mundo enlouqueceu? E daí que os travestis quiseram arrancar R$ 50.000 dele? Por acaso as biba foram lá atrás dele? ELE FOI ATRÁS DE PROSTITUTAS por aí. O cara vem fazer tratamento físico no Brasil e apronta uma dessas, e ainda por cima é comprometido. Siiiiim: ele tem namorada. E isso ainda nem é agravante, porque mesmo que ele não tivesse o papelão seria igualmente grande. Tá entediado meu filho? Vai ler jornal de trás pra frente, jogar video-game ou jogar pedra na lua. Agora, ir atrás de quenga na rua e se fazer de vítima é demais. E os jornais ainda defendem esse jogadorzinho de araque numa fuleragem dessas. TOTALMENTE RIDÍCULOOOOOOOOOO!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Saaai, zica!

Reginaldo Leme, ontém durante a transmissão do GP da Espanha de Formula 1:

- Que fique bem claro que a gente aqui não torce contra ninguém, a gente só quer que os outros pilotos que estão na frente passem pelos mesmos problemas que ele (refererindo-se a Felipe Massa que teve problemas com o carro nas corridas anteriores e não pontuou bem, e que está devidamente no seu MERECIDO quarto lugar no campeonato, com 11 pontos atrás do líder Kimi Raikonnen).
Peraí! Então que parte de não torcer contra eu não entendi? Nenhuma! Ele e o Galvão Bueno torcem contra sim, e descaradamente. Chega a ser insuportável de tão IRRITANTE.

domingo, 20 de abril de 2008

Verdão quebra a rotina!

E o fim de semana se livrou da rotina, pelo menos no aspecto futebolístico. O palmeiras venceu o São Paulo e está na final do Paulistão. Fazia tempo que não via os porquinhos ganharem dos bambis. Agora é esperar que a final contra a Ponte também quebre a rotina de falta de títulos do verdão.

Desvendando John Mayer

Numa das minhas inúmeras "garimpagens" por novidade musical me "deparo" com uma criatura adorável: John Mayer. Não que ele seja exatamente novidade, seu primeiro disco data de 1999, mas quando falo novidade significa algo novo aos meu ouvidos, desde alguma canção que eu nunca tenha ouvido do Led Zeppelin a uma banda indie qualquer do novo milênio. Voltando, já tinha visto um oba-oba encima dele porque ele tinha namorado a Jessica Simpson (cara, tipo, nada a ver), mas nem aí pra ouvir. Daí que no canal Sony tava passando um "Live from Abbey Road" e um tal de John Mayer, dedilhando na sua guitarra sons quase falantes, acompanhada de uma voz suingada, sexy e juvenil e tudo isso temperado com muita expressão e sentimento de alguém que canta como se beijasse o microfone, olhos fechados, yeah baby! Meio pop, meio rock, meio blues regado a muito talento e muita soul. Sem contar que ele é uma graça, pretty face, nice hair. Soooo cute. Virou minha nova mania.



sábado, 19 de abril de 2008

Fazer média?!

E eis que a realidade da quarta prova me bate a porta pela segunda vez enquanto graduanda (graduando tem feminino mesmo?). E o pior, dessa vez com o candidato mais forte a pior professor do curso. Baixinho e invocado, mal-humorado, irritante, malvado, enfim, todos os "adjetivos" que "qualificam" os maus professores. Só não digo que é o pior porque a UERN sempre me surpreende a cada período, e eu ainda não terminei o curso. Não vou admitir que tenho culpa por não ter passado por apenas 0.4 décimos (Sim! QUATRO décimos) porque Deus (e minha mãe, minha irmã, minhas amigas, minha vida, social, e minhas unhas e meu cabelo que já não faço há mais de duas semanas) é testemunha de que eu estudei e sei a matéria toda. Também não sou hipócrita a ponto de me achar no direito de ser "passada". Sou orgulhosa, não quero esmola de professor. Não preciso disso, sou, modesta (?) parte, o tipo de aluna que não precisa fazer muita força pra entender as coisas e sempre tiro notas boas. O que sei é que ele me deu menos nota do que eu merecia na última prova. Certeza absoluta. E nem adiantou reclamar. Ainda mais sendo ele do tipo que também dá nota por cara, e definitivamente ele não vai com a minha. Tá, eu sei que às vezes eu converso demais na aula, mas isso não é motivo pra ele me tirar pontos. Simplesmente não sou obrigada a entender o que nem ele sabe que está fazendo lá na frente da sala enquanto fala pra dentro e erra cálculos na lousa. Sem contar que nunca chega menos de 40 minutos atrasado para aplicar as provas, de preferência enormes e cheias de enigmas que é para o alunos se ferrarem mesmo. Minhas verdadeiras professoras foram minhas amigas Sarah e Rafaela, que aliás são as responsáveis por eu ter entendido como se calcula a porcaria do VEA e da TIR (nem pergunte!). Mas, infelizmente, saber a matéria não é mais suficiente pra passar. Não pra ele. E definitivamente eu nunca tive vocação pra baba-ovo de NINGUÉM. Tô com a média baixa sim, mas fazer média com professor nojento isso eu não faço não. Minhas férias, tão sonhadas quanto necessárias, serão adiadas por mais uma semana.

terça-feira, 15 de abril de 2008

I want to see the sea

Quero me sentar junto aos coqueiros que se amontoam e fazem fila pra ver o eterno recuar e avançar na infinita dança das marés. Um incessante lá e cá do mar me convidando a contemplar sua beleza e brincar de advinhar onde termina o mar e começa o céu, duas imensidões azuis que me cercam dos pés a cabeça, enquanto o sol pousa na linha do horizonte. O vento balançando as folhas e emaranhando meu cabelo. O vento. Sempre de passagem, eterno viajante que é, quero ir junto com ele caminhando pela praia enquanto a areia massageia meus pés até que a noite caia de vez fazendo parecer que subiram ao céu os pequenos grãos sob os meus pés, e agora eles brilham, brilham, em forma de estrelinhas. Já não tenho mais a luz do dia, mas a lua me cobre com seu manto prateado e eu fico a ouvir marulhos como se nada mais importasse além de estar ali.


Ao som de Elefant

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Regressão

Ligo o rádio. A música do Zé Ramalho automaticamente me leva de volta ao quintal da casa de vovó, e do ainda vivo, vovô. Família grande reunida, brincando. Tios, primos, cunhados de minha mãe, irmãos não sei de quem, parentes dos parentes, e o gato Lipe. Meu tio sentado no batente da saída para o quintal, as roseiras e as árvores frutíferas fazendo sombra ao dourado e quente sol de uma daquelas tardes dos anos 90. Minha vó olhando a agitação de toda aquela gente que se fizera dela e de vô; e eu e minha irmã agarradas às barras dos shorts de minha mãe, que sentada numa das inúmeras cadeiras dobráveis de metal que espalhavam-se pelo quintal, ora de terra, ora calçado de cimento, conversava com alguém sentado ao lado, cujo rosto nem me recordo mais de quem era. A única preocupação era rir, comer e se divertir. Um dos meus primos mais velhos “filmando” tudo com uma “câmera” de caixa de isopor com visor de lata de cerveja. Meu tio (mais um) apreciando a beleza das canções do Zé, da Elba, do Morais e do Geraldo e minhas tias entre uma brincadeira e outra correndo para o fogão ver as panelas que cozinhavam a gostosa comida caseira que vovó fazia tão bem e que suas filhas aprenderam tão bem. De vez em quando os pequenos netos (inclusive eu e minha mana) corriam pela extensa casa e íamos pra calçada da frente fugindo de “piques” e deixando-nos levar por aquela alegria tão efêmera quanto a infância. Tempos em que a consciência era tão pequena quanto o nosso tamanho e éramos apenas felizes espectadores do mundo. Um mundão de gente em forma de família confraternizando no grande quintal da casa de vovó ao som de "Avôhai".