MAS QUEM DISSE QUE A ROTINA LIVRA O FIM DE SEMANA?
BLOG DE UMA VIDA SOCIAL, DIGAMOS, NÃO MUITO AGITADA...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

10 razões do porquê de eu não gostar do Felipe Massa!



É fim de temporada e o GP do Brasil será decisivo. Não faço macumba, mas se minha torcida servir de alguma coisa, Felipe Massa não ganha nem colo pra chorar depois da corrida.


Mas a questão é: Mas por que raios eu não gosto desse cara?


Em primeiro lugar: porque não sou obrigada a gostar!


Segundo; porque depois de Senna, nenhum piloto nascido em terras tupiniquins me impressionou. E nem deveria. Eu até simpatizo com o Piquet Jr. e acho que ele sim será o próximo grande piloto brasileiro.


Terceiro; segundo a "mera" opinião de quem, ou seja: EU, gosta de F1 desde os 8 anos, viu Senna correr (inclusive sua última corrida, infelizmente), acompanha TODOS os GP's desde os 14 anos (ok, eu não vejo os GP's da madruga, mas isso não é agravante), acompanha sites e programas especializados e foi agraciada por uma dose bem generosa de inteligência, Graças a Deus, Felipe Massa é um piloto deveras rápido, porém desprovido de técnica (ele não é o melhor de dois mundos). Gosto de fazer uma analogia com o time do São Paulo de 2006 que perdeu a Libertadores para o Internacional. Explicando: o São Paulo tinha um time veloz (leia-se muita força bruta) mas tecnicamente muito fraco; já o Inter possuía um time constituído de jogadores bastante técnicos e talentosos e possuía um esquema tático muito bem armado. Resultado: O Inter ganhou! A técnica e o talento ganhou da força bruta. Só pra reforçar: de que adianta um diamante sem lapidação?


Quarto; segundo o enunciado do tópico anterior dá pra perceber que minha opinião vale tanto ou mais de que a de qualquer marmanjo que senta a bunda no sofá todo domingo pra olhar carros rápidos dando voltas em autódromos mundo afora.


Quinto; eu não sou fã do Hamilton (ainda mais depois de ele ter atropelado o Raikonnen), ele também é um piloto muito rápido mas tem muito o que aprender. A diferença entre ele e Massa é que o primeiro tem potencial. O piloto inglês é um caso clássico: stupid boy in a fancy car. Como eu torço contra Massa, então a minha torcida no domingo vai para o garoto britânico.


Sexto; eu simplesmete não acho (tenho certeza) que o fato de Felipe Massa ser brasileiro seja um motivo sufuciente para que ele mereça minha torcida. Rapidez (quantidade) não é qualidade. Ou seja, não é porque ele está em segundo no campeonato que ele deve ser considerado um bom piloto. Rubinho Barrichello também foi pintado como esperança brasileira na época da morte de Senna quando na verdade ele era um piloto de octagésima categoria. Nos tempos de Ferrari ele tinha um carro competitivo e conseguiu ganhar algumas coisas, mas não que ele fosse um bom piloto porque nunca foi. Massa está na Ferrari, que por sua vez ainda possui carros (muito) competitivos... preciso ligar os pontos?


Sétimo; a F1 tem 20 pilotos, alguns muito bons, outros nem tanto, o fato é que cada um tem um estilo e meu conceito de melhor piloto não se encaixa no estilo Massa de ser. Eu posso achar isso, com o endosso de quem entende do assunto sobre o qual está falando. Eu não estou me achando, só que eu sinto uma necessidade estúpida de afirmar isso o tempo todo pois vivemos num mundo machista onde opinião de mulher sobre esportes vale menos que a moeda do Tadjiquistão.


Oitavo; ele é muito feio! Isso não é um motivo determinante, aliás não conta em nada, não é um critério, mas eu não deixo NADA passar em branco. Atente-se ainda para o fato de ele ter uma voz e uma fala (problemaf fonoaudiológof) muito esquisitas e ainda por cima não sabe pentear o cabelo. Minha irmã disse, e eu concordo, que ele se parece com o gato Batatinha do desenho Manda - Chuva. É só olhar a foto abaixo:




Nono; ao contrário da maioria da macharada que se diz entendida de F1, eu não saio por aí repetindo o que a Rede Globo, e mais precisamente o Galvão Bueno, falam. Eu tenho opinião própria e ela vale muito (de novo?). Já reparou que para o Galvão tudo se resumo a quantidade de gasolina?


Décimo; o cara se acha. E nem faz questão de esconder. Se acha O piloto. A Globo fala e ele acredita. Ou seria o contrário? Quem já viu ou leu entrevistas com ele deve ter uma idéia do que eu estou falando.


Ninguém é obrigado a concordar comigo (Mentira! Se dependesse de mim ninguém torceria pra ele, mas já dizia Kierkgaard que a unanimidade é burra e a massificação do pensamento pela televisão é um fato.) ou virar um contra - torcedor do pilotinho, mas nem me venha com história de quem é melhor porque isso aí ele não é mesmo. Lembrando que nem sempre o melhor ganha. O Hamilton pode dar azar de novo, sei lá. Ele também não é o melhor, diga-se de passagem. F1 é trabalho e talento (e uma boa dose de estratégia, claro) mas também tem muito lance de sorte no meio. Se minha torcida não der certo e por acaso o Massa for campeão, não se preocupem, eu vou continuar achando que ele é a mesma merda que é hoje e que sempre foi desde que ele surgiu no mundo da Fórmula 1 como piloto da Sauber em 2002.


sábado, 25 de outubro de 2008

And the life goes on...

Irônico como o mundo não pára porque a gente parou. Não sei se é realmente injusto, mas gosto de pensar que sim. Será que tudo teria que se solidarizar com a nossa dor? Ou tudo tem que ser realmente como é para que possamos esquecer e seguir em frente? Se tudo parasse teríamos a sensação de que tudo e todos são solidários a nossa dor e ao nosso sofrimento? Eu estranho coisas que na verdade deveria encarar como normais, mas não é do meu feitio contentar-me com o que não entendo. Às vezes me parece falta de consideração da vida o fato de ela empurrar tudo no seu moto quase infinito e nada parar. Um Q.I. de 140 não me habilita para a vida. Saber letras e ciência não faz alguém sábio o bastante para ter um vida fácil. E eu sempre serei muito pouco hábil para lidar com as pessoas e situações inesperadas. Uns morrem, outros nascem; uns destroem-se, outros sorriem; uns casam-se, outros choram... Morrer pra vida também é um modo de viver. Querer distância de convívio social também é uma forma de convívio. Claro que presumir não precisar de ninguém num mundo socialmente complexo e globalizado como o nosso não passa de uma ilusão infantil, mas mesmo assim ainda é um modo de vida; certamente não é o modo mais recomendável ou sadio, mas algumas pessoas só conseguem viver bem assim. Temo que eu me torne uma dessas pessoas, se é que já não sou. Estamos sujeitos a uma vida carregada de impessoalidade e materialismo, com muito pouco ou quase nada de espaço para a solidariedade ou para sentimentos e no qual a sensibilidade foi relegada à sarjeta.





O que eu posso fazer é ir seguindo em frente do meu jeito. Tudo que sei é que posso parar em algum ponto do caminho, mas o caminho não parará junto comigo...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Quem fez a lição de casa?

Parece que a imprensa não aprende nunca que liberdade de expressão e responsabilidade andam juntas. O caso do carcére privado no ABC paulista remonta ao caso Isabella, ou seja, um show de desinformação, relatos de fatos equivodados, um disse-que-disse-que-não-disse e "especialistas" enchendo lingüiça nos programas de tv fazendo som de fundo para a imagem de uma janela na qual por trás tudo se passa. Tão ridículo quanto o papel da apresentadora Sônia Abrão querendo dar uma de heroína ao conversar ao vivo com o seqüestrador, tratando-o como criança e vítima e metendo o pau por trás. Ela parece que esquece que o rapaz não é vítima das circunstâncias, não nesse caso, como ele veementemente afirma; ele é sim, vítima de si mesmo e de sua cabeça fraca. As vítimas reais, essas sim vítimas das circunstancias, são as reféns. E claro, nós também, que assistimos a tanta merda junta.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O chute no balde.

Demiti-me do estágio. Decerto que o fato tomou proporções maiores que eu imaginava, mas tudo muito digno de uma drama queen, como eu. Desafiei meu chefe, forcei-o a tomar uma decisão inteligente e rápida, mas ele com seu orgulho impermeável e falta de coragem para assumir responsabilidades pelos próprios erros, simplesmente contentou-se em deixar-me ir, ainda que minha permanência fosse imprescindível. Virei as costas e saí, o rosto queimando pelo calor do abrasador sol das 13h30 e pela raiva. Como a falta de bom senso carregada de boas doses de petulância e ironia me irritavam.
Agora, pois deixemos as palavras elaboradas de lado e vamos aos fatos.
Estava eu sem trabalhar há quase um ano, quando resolvir procurar estágio. Não queria um emprego, pois tomaria todo o meu tempo e eu teria de tê-lo em parte disponível para cuidar da monografia que batia à porta da minha vida acadêmica. Semanas procurando, não achava nada que prestasse até que uma seleção de estágio numa loja de eletrodomésticos apareceu. Era comércio, eu não morria de amores pela idéia, mas pela bolsa que pagavam e pelas funções que eu iria cumprir até que valia a pena. E com o atenuante de eu não chegar nem perto da área das vendas. A única desvantagem era o horário intermediário, pois eu estava lá justamente para substituir duas funcionárias que entravam em período de licensa maternidade, e como o horário de almoço é sempre o que tem menos funcionários na loja, ficou combinado (?) que eu trabalharia das 10 hs ás 16 hs. Eu até estava me acostumando a não almoçar em casa, na correria mesmo e estava me dando bem com todo mundo. O gerente era do tipo engraçado, tirando brincadeiras com o pessoal e fazendo piadas com as coisas. Estava tudo bem e eu levaria assim até o fim do contrato, até que ele, o gerente foi mandado para a outra loja e da outra loja veio o outro gerente. Esse outro gerente começou a implicar com meu horário de almoço e cismou que eu tinha que almoçar às 10h30 porque era a hora que tinha três pessoas no setor, e no horário de 11hs às 15hs só havia duas: eu e a minha colega que trabalha no caixa. Daí que ele mudou até meu horário para 9hs às 15hs pra que eu cumprisse a ordem (ou seria idéia de jerico?) dele. Não cumpri. Ficava esperando ele sair para o almoço, que era entre 11hs e 13hs para comer. Até que um dia ele chegou mais cedo e viu. Ele ficou calado e eu também. Até que na reunião que houve uns dias depois ele chamou minha atenção para o fato de eu não estar cumprindo a ordem (ops, idéoa de jerico) dele. Discuti e argumentei que não dava certo, que 10h30 não era hora de ninguém almoçar e que ele não me dava escolha, que estava impondo coisas, que eu nunca saía do setor para almoçar quando tinha cliente para atender, que não era porque eu estava tirando o horário de almoço das meninas que eu não podia almoçar e etc, mas não adiantou. Fui levando do jeito que deu mais uma semana que restava pra terminar o mês e pra eu poder receber meu dinheiro. Não almoçava mais. Levava um lanchinho e só. Daí que ontém cheguei nele e falei que ele resolvesse minha situação pois estava trabalhando há mais de uma semana sem almoçar e que não ia dar mais certo. Ele usou um tom irônico perguntando se eu queria almoçar naquela hora e disse também que ia analisar. Pô, o cara não teve a decência de usar o bom senso e pensar que não tinha cabimento alguém trabalhar sem comer e ele me diz que vai analisar?! Disse que ele tomasse a decisão dele naquele instante pois eu já tinha tomado a minha e ele disse que ia analisar, que não tinha como tomar a decisão naquela hora. Disse a ele que resolvesse como ia ficar, do contrário não tinha como ficar. Ele usou o mesmo tom irônico de antes ao perguntar se eu iria embora naquela hora. Disse que sim, que iria pois se ele não sabia como ficaria não tinha mais o que fazer ali. Ele me virou as costas e eu também. O cara é um gerente, e não sabe tomar uma decisão inteligente e rápida? Não é sempre que se tem tempo para tomar uma decisão, não importa a situação, e como boa estudante de Administração, essa lição eu aprendi bem. E não me parecia muito difícil escolher se uma pessoa podia ou não almoçar. Era só um mínimo de bom senso, mas nem isso ele tinha. Ainda voltei para o setor para despachar um cliente, e aí que minha colega disse que ia falar com ele; disse que ela não fosse ameaçando me levantar dali e deixar o cliente sozinho, mas mesmo assim ela foi e eu cumpri minha ameaça, levantei-me e fui pegar minhas coisas no armário da cozinha. Ela falou por mim, ainda que a meu contragosto, e ele entrou na cozinha, me viu arrumando as coisas e não falou nada. Fui embora sem dar tchau, espumando de raiva daquele idiota e mais tarde fui saber pela colega que ele entrara na cozinha para falar alguma coisa, mas no fim o orgulho dele calou a própria boca e ele preferiu desfalcar o quadro de pessoal da outra loja, chamando uma funcionária de lá pra ficar no meu lugar. O que eu deveria fazer? Por acaso me lascar por quem não está nem aí comigo? dar minha saúde por uma loja que não faz nada por mim? Ele não pensou sequer nas funcionárias do setor, cujo trabalho que já não é pouco aumentaria ainda mais sem ter eu lá pra ajudá-las, e que elas teriam até que trabalhar em horário de almoço pra dar conta de tudo e sem receber hora extra. Ele só se mostrou ser uma pessa que sofre de uma crônica falta de habilidade para assumir responsabilidade pelos próprios atos e conseqüentes erros. Sei que ninguém é insubstituível, mas sei que enquanto as meninas não voltarem da licensa maternidade eu vou fazer falta sim. Nunca fui de quebrar contrato, a tradição da minha família é se comportar de maneira responsável e honrar os compromissos, e eu me vi na situação de abandonar o trabalho, largar tudo e dar as costas. Não me sinto nem um pouco culpada, pois quem não tem direitos não tem obrigações, e eu não tinha o direito básico de realizar uma refeição? Sinto-me aliviada e sei que fiz a coisa certa. Agora vou curtir o resto da semana de folga e segunda vou procurar algo melhor, afinal navegar é preciso e dinheiro também.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O começo do fim...

Férias. Finalmente consegui, aos trancos e barrancos, terminar o projeto da monografia. Consegui matar o primeiro dragão. É hora de colher os louros e me esparramar no sofá. Tá! Eu O-D-E-I-O Friends, mas não consigo parar de ver (agora que a Warner tá reprisando os espisódios antigos...). Ainda tenho mais umas semanas de folga antes do último paríodo e depois é meter o aço, digo, a cara, a fazer a monografia e pronto. Afinal, estão completando-se 5 longos anos e eu quero exibir meu título de bacharel aos 22 anos de idade (ou 23 recém completados pois as greves da UERN ainda se fazem sentir nas datas dos semestres).


Tudo isso soa muito bom, e na verdade é, mas muita coisa vai ficar pra trás também. Será o último semestre na companhia da minha querida panela. Confesso que não sentirei muita falta da turma, composta basicamente por gente sem visão e que vive de aparências, salvo raras exceções. Sentirei falta dos amigos de verdade que fiz e que pretendo levar pra vida toda. A convivência com eles nas noites da semana me farão muita falta. Incrível como de repente tudo foi se arranjando. Rafaela, quem diria que nos tornaríamos amigas de infância no segundo dia de aula. E quem diria que uma conversa sobre Rock e The Doors fez com que Flávio fosse a ponte que me levaria aos meus amigos Jetson e Celso? Engraçado mesmo que aquela loirinha que eu achava que fosse uma enjoadinha se tornaria o meu amore, e ainda traria consigo Cleiton, criador dos nossos jargões oficiais "Tô vendo tocha!" e "Deus me potreja desse cocodrilo!"? Quem diria que aquele menino com cara de metido chamado Rubens se tornaria meu xodó (ele não sabe mas é)? E ainda teve um surpreendente e gratificante reencontro com a Anna; sei que não nos vemos com a frequencia que eu gostaria, mas eu a considero indispensável na minha vida.


Um ciclo da minha vida começa a terminar... O que antes era novidade, agora é a porta que se abre para um novo futuro. Embora eu sinta que muita coisa se perdeu no caminho, e embora eu realmente não tenha muita certeza do que fazer com tudo isso, ainda assim acho que é um bom começo, mesmo que alguma coisa tenha que terminar.






d-.-b Listening, Stone Roses


(Mia, roubei seu emoticon huahuaauhauhau)