MAS QUEM DISSE QUE A ROTINA LIVRA O FIM DE SEMANA?
BLOG DE UMA VIDA SOCIAL, DIGAMOS, NÃO MUITO AGITADA...

terça-feira, 27 de maio de 2008

A vida sem freio me leva, me arrasta...


Do nada, tudo acontece, de modo ainda que nada muda. O círculo vicioso das surpresas que pairam sobre o destino acabam deixando tudo como está. Detalhes percebidos que deveriam fazer diferença manifestam a inércia das mãos atadas de uma vida que teima em seguir seguramente. O acaso brinca, e esfrega na minha cara o quanto eu ainda sou impotente. Sabe quando as certezas escorrem pelas mãos como areia fina? Quando a sua capacidade é testada e o resultado não corresponde a realidade. E eu só espero. Como quem sabe o que quer, mas que na verdade ainda procura por quais caminhos seguir. Só tenho as diretrizes, pois os planos são tão imediatos quanto icógnitos. Talvez ninguém entenda. Talvez eu não queira ser compreendida. Minhas ambições são tão grandes quanto simples. E só preciso ter certeza de quais são e de como alcançá-las...

Uma palavra, um sorriso, uma sensação, um pensamento, um pedido... tudo acontece, mas nada muda ao mesmo tempo que me transforma... Já não conheço sua dimensão das coisas, apenas vou deixando que a força da vida me leve... Piso no freio do controle, mas parece não haver nenhum. E a minha pretensa mania de segurança já não me protege de colidir com a vida...

So... let's go living a little for a while... But not a little life!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Meus macacos favoritos

Falando em música de novo (adooooro), só agora parei pra prestar atenção de verdade nos Arctic Monkeys. Em resumo, ouvi melhor o que eu já tinha escutado. Conheço a banda desde o ano passado com a então estourada I Bet You Look Good On The Dancefloor que resume o som da banda que mistura notas aceleradas e simples a la punk, garage and indie rock e por que não um toque de pop (não confundir com porcaria). De início gostei, mas sempre fiquei com um pé atrás. Não sei porque mas sempre achei que eles possuíam uma originalidade meio piegas. Mas talvez seja de propósito, percebi isso ao ler as letras das músicas. Ah! Como eu amo a ironia nas sua forma mais refinada e direta ao mesmo tempo. E eis que vendo (e ouvindo) o clipe de Teddy Picker me encantei de vez pelo trabalho dos meninos. Principalmente pela voz de Alex Turner, que possui um jovialidiade típica da idade mas que também revela um timbre forte e único em suas notas mais graves. Maravilhosa. Visual colegial pueril de quem nem saiu das espinhas e uma segurança desconfiada no olhar e na atitude. Yeahh. Não que eles sejam essencialmente geniais porque isso é pra poucos; mas na máxima que engloba a maioria das coisas de hoje que diz que nada se cria e tudo se reiventa, os macaquinhos têm músicas muito boas feitas a um estilo muito próprio. E isso já é muuuuita coisa.




...Tô gostando desse negócio de falar de bandas...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Tripudiando...

Mais uma do caso Ronaldo. Entrevistinha mixuruca com respostas visivelmente preparadas por assessores e advogados. Ele deve estar bem arrependido mesmo, até a Nike tava (ainda tá?) querendo cancelar os contratos que tem com o fofômeno. Agora de ele dizer que tá arrependido do que fez desde o momento em que tudo isso aconteceu e afirmar que, ainda que o caso não tivesse ido à tona ele ainda sim estaria arrependido, já é menosprezar minha capacidade de inteligência e a boa fé dos telespectadores e fãs (não me encaixo nessa parte pelamordi!). Quantas vezes já não vimos capas de revistas e jornais estampadas com o Ronaldo chifrando as namoradas? E quem fez pose de vítima quando tudo aconteceu? Agora que o bicho pegou (ou seria, as bichas pegaram?) ele vem tentar se redimir com papo de coitado? Coitada de mim que tenho que aturar essa m....

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Eu não sou indieota!



Já me peguei falando por aqui, mais de uma vez, sobre a minha "simpatia" pelo indie. Não sei se ficou claro, porque se auto-proclamar sobre fazer parte de alguma tribo hoje já é banalizar a si mesmo e aceitar rótulos. Pois veja, essa semana me peguei lendo sobre essas intermináveis e inúteis discussões sobre o que é ser indie. Constatei que a maioria (no orkut é só o que tem) não sabe realmente o que é e pende pra rotulagem tosca mesmo, porque tá na moda ser hype e toda essa baboseira vazia. Não vou aqui me dar a pretensa missão de dizer o que é indie porque se assim o fizesse já estaria eu cometendo o mesmo erro. Tudo que sei é que há uma diferença grande entre a tribo de hoje e o movimento que surgiu há anos atrás. Desse último sou conhecedora há tempos e não me encaixo na primeira. Não uso roupa style, não tenho dinheiro pra comprar grife, meu cabelo é comprido e tem um corte básico, minha franja não é emo nem style e nem faço cara de quem queria estar em Londres porque na verdade eu queria mesmo era estar na Itália. Tenho cara de blasé sim, mas não preciso fazer força, a minha cara é de quem comeu e não gostou mesmo, e minha expressão séria (antipática) é de nascença (mas eu não mordo não, isso é só minha carapuça). Sempre fui o tipo de pessoa que não se contenta com qualquer coisa, acho tudo um tédio mesmo e tenho uma tendencia a sempre estar na defensiva, não sou de falar muito e nem gosto de gente limitada que não sabe ver além das coisas.
Conheço a expressão indie desde 1999, quando no auge dos meus 13 anos era ávida por revistas de rock e a música independente que se fazia nas universidades do mundo afora ou nas garagens que nada tinham a ver com os core da vida. A música independente, feita de modo despretensioso, com influência do rock antigo é temperada com ousadia e originalidade por músicos competentíssimos. Nada de regras, há ssim um movimento que finca no seu estilo um som cadenciado e saudoso. Hoje, qualquer um quer fazer coisas do tipo, mas a verdade é que poucos conseguem. De repente usar paletós desconstruídos, all star e jeans manero se tornou coisa de gente metida a moderna e descolada, a moda das ruas foi parar nas passarelas e as grandes gravadoras agora fabricam seus própios indies mainstream que de originais nada têm. Eu prefiro a boa música, sempre, independentemente do estilo, embora eu seja fã declarada do indie. Fico com o movimento original que vem desde o pós-punk, passando pelo REM e trazendo hoje bandas do brit rock ou o som denso das bandas nova-iorquinas ou a desconstrução metódica das garagens que ainda teimam (ainda bem) em existir. É só prestar um pouco mais de atenção nas letras, melodias e história das bandas pra separar o joio do trigo. Nem tudo que está na moda é bom e nem todo famoso é artista. Tem muita gente pagando de indie porque é uma tribo cute, mas eu prefiro o lado cult do movimento.